:: Igreja Temporal :: HISTÓRIA DA IGREJA PRÉ-ROMANISTA
16.10.07
RESUMO: Apologistas
2.10.07
REFUTAÇÃO DOS APOLOGISTAS CONTRA OS PAGÃOS - Séc II

A doutrina da ressurreição é absurda
RESPOSTAS DOS APOLOGISTAS
Os Evangelhos mencionam testemunhas oculares
O efeito sobre os discípulos foi profundo
Existe analogia nos ciclos da natureza (ex: estações do ano).
ARGUMENTOS DOS PAGÃOS
Há contradições nas Escrituras
RESPOSTAS DOS APOLOGISTAS
Harmonias como o Diatessaron, de Ticiano, esclarecem contradições
ARGUMENTOS PAGÃOS
O ateísmo conta com ampla aceitação
RESPOSTAS DOS APOLOGISTAS
Mesmo Platão acreditava num deus invisível
ARGUMENTOS PAGÃOS
O cristianismo é a adoração de um criminoso crucificado
RESPOSTAS DOS APOLOGISTAS
A condenação de Jeus violou a lei
ARGUMENTOS PAGÃOS
O cristianismo é uma novidade
RESPOSTAS DOS APOLOGISTAS
O cristianismo vem sendo preparado desde a eternidade
Moisés antecedeu os filósofos pagãos
ARGUMENTOS PAGÃOS
O cristianismo evidencia uma falta de patriotismo
RESPOSTAS DOS APOLOGISTAS
Os cristãos obedecem a todas as leis, desde que não violem a consciência
ARGUMENTOS PAGÃOS
Os cristãos praticam incesto e canibalismo
RESPOSTAS DOS APOLOGISTAS
Observe o estilo de vida dos mártires
ARGUMENTOS PAGÃOS
O cristianismo leva à destruição da sociedade
RESPOSTAS DOS APOLOGISTAS
As calamidades naturais de fato representam o juízo divino contra a idolatria
ARGUMENTOS DOS APOLGISTAS CONTRA O PAGANISMO
Os filósofos pagãos cometeram plágio, roubando suas melhores idéias de Moisés e de outros profetas
O politeísmo é um absurdo filosófico e uma decadência moral
Os filósofos pagãos contradizem uns aos outros e até a si próprios
Fonte: História da Igreja em Quadros - Ed Vida/ Imagem: Símbolo pagão oculto gravado numa pedra.
REFUTAÇÃO DOS APOLOGISTAS CONTRA O JUDAÍSMO - Séc II

29.9.07
UMA VISÃO GERAL DA HISTÓRIA DA IGREJA
I. Cristianismo Patrístico - 95 d.C. a 590 d.C.
(Assim chamado por causa da influência dominante, tanto sobre a vida como sobre o pensamento, dos Pais da Igreja)
II. Cristianismo Medieval – 590 d.C. a 1517 d.C.
(Este período foi chamado primeiramente de Idade Média por Christopher Keller [1634-80])
III. Cristianismo Moderno - 1517 d.C. até o presente
(O grande momento decisivo na história da igreja foi a Reforma Protestante, inaugurada por Martinho Lutero em 31 de outubro de 1517)
É útil subdividir cada um destes períodos gerais em fases mais descritivas:
I. Cristianismo Patrístico - 95 d.C. a 590 d.C.
a. A Idade das Apologéticas – este período data desde 95 d.C., geralmente considerado como o ano quando o último livro do cânon do Novo Testamento (Apocalipse) foi escrito, até 325 d.C. e o Concílio de Nicéia. Alguns preferem 312 d.C., o ano em que Constantino se converteu ao Cristianismo. O Edito de Milão, em 313 d.C., pôs fim efetivamente à perseguição da igreja como um movimento minoritário e concedeu-lhe um status legal pleno, para ser igualmente tolerada com todas as outras religiões. Durante este período, a igreja se esforçou para se defender contra as ameaças do paganismo, tanto politicamente como teologicamente.
b. A Idade das Polêmicas – de 325 d.C. até o aparecimento de Gregório (o último dos Pais da Igreja e o primeiro dos verdadeiros Papas), em 590 d.C. Seguindo a conversão de Constantino, a igreja “se moveu rapidamente da solidão das catacumbas ao prestígio dos palácios” ( Shelley ). Com o poder do Estado ao seu favor, a igreja começou a exercer sua influência moral sobre a sociedade como um todo. Com prestígio e influência política, contudo, veio também a corrupção interna. O Monasticismo emergiu em protesto desta secularização da fé. Em 392, o imperador Teodósio I estabeleceu o Cristianismo como a única religião legal do Império Romano. Foi durante este período também que as maiores controvérsias doutrinárias foram travas e resolvidas em concílios teológicos sancionados pelo Estado.
II. Cristianismo Medieval – 590 d.C. a 1517 d.C.
a. A Idade da Hierarquia Papal desde Gregório o Grande (590) até a divisão entre Oriente e Ocidente (1054), ou até Gregório VII (1073). A principal característica desta época, freqüentemente referida (talvez sem justificação) como Idade das Trevas , foi o estabelecimento e solidificação do poder da hierarquia papal Católica Romana.
b. A Idade do Escolasticismo ou Sistematização - de 1054/1073 até o começo da Reforma Protestante em 1517. Durante este período, a doutrina cristã foi totalmente sistematizada através da filosofia e teologia dos sacerdotes, tais como Anselmo(1033-1109), Peter Abelard (1142), Hugo de São Vítor, Peter Lombard, Alberto o Grande, Duns Scotus, alcançando seu zênite na obra monumental de São Tomás de Aquino (1225-74), cuja teologia (chamada Tomismo ) foi declarada eternamente válida para o Catolicismo em 1879.
[Foi também durante este período que a igreja Oriental se dividiu da Romana (1054)]
III. Cristianismo Moderno - 1517 d.C. até o presente
a. A Idade da Reforma Protestante e do Confissionalismo Polêmico – da postagem de Martinho Lutero das 95 teses (1517) até a Paz de Westphalia (1648-50). Este período testemunhou o triunfo da Reforma Protestante na Europa (com o florescimento das quatro maiores tradições do Protestantismo antigo: Luterana, Reformada, Anabatista e Anglicana), bem como a reação de Roma na Contra-Reforma Católica e a influência dos Jesuítas. O século XVII foi caracterizado pelo desenvolvimento do escolasticismo e da ortodoxia credal. Movimentos reacionários e reavivalistas emergiram nos últimos estágios deste período, parcialmente em oposição à aparente estagnação que se estabeleceu no meio de muito do Protestantismo.
b. A Idade do Racionalismo e do Reavivamento – de 1650 à Revolução Francesa (1789). Também conhecida como a Idade da Razão, visto que a ciência substituiu a crença no sobrenatural, à medida que a igreja ficou debaixo da influência poderosa do Iluminismo (no qual a razão era estimada acima da revelação). Os grandes movimentos de reavivamento na Inglaterra (os Wesleys) e na América (Edwards e Whitefield) foram a melhor defesa da igreja contra a invasão do humanismo.
c. A Idade do Progresso – de 1789 até a Primeira Guerra Mundial (1914). Os primeiros anos deste período foram caracterizados pela reviravolta política (as Revoluções Americana [1776] e Francesa [1789]) e pela transformação social (a Revolução Industrial). A emersão da alta crítica Alemã e a publicação da Origem das Espécies de Darwin ativaram uma filosofia que ameaçava minar os fundamentos da ortodoxia. Foi durante os últimos estágios deste período que vemos a emersão do que é conhecido como um liberalismo teológico moderno.
d. A Idade das Ideologias – de 1914 (Primeira Guerra Mundial) até os dias de hoje. Durante este período a pletora de novos deuses se levantou para competir pela fidelidade da mente secular. Comunismo, Nazismo, Facismo, liberalismo teológico (que foi desafiado pela reação da neo-ortodoxia Bartiniana), socialismo, ecumenismo, individualismo, humanismo estão entre as ideologias mais competitivas. A igreja respondeu a este assim chamado modernismo com os seus próprios ismos , Fundamentalismo, e finalmente o mais intelectualmente sofisticado e culturalmente engajado Evangelicalismo. Outros desenvolvimentos dignos de nota foram o Denominacionalismo e o movimento Pentecostal/Carismático.
Fonte: Artigo de Sam Storms, traduzido por Felipe Sabino, extraído do site Monergismo.com - http://www.monergismo.com/textos/historia/historia_visao_geral.htm
24.9.07
Entenda Um Pouco Mais Sobre o Período dos Pais da Igreja
Podemos dividir os Pais da Igreja em três grandes grupos a saber: Pais apostólicos, Apologistas e Polemistas. Todavia devemos levar em conta que muitos deles pode se enquadrar em mais de um desses grupos devido a vasta literatura que produziram para a edificação e defesa do Cristianismo, e também de acordo com o que as circunstancias exigiam, como é o caso de Tertuliano, considerado o pai da teologia latina. Sendo assim então temos:
Pais apostólicos: Foram aqueles que tiveram relação mais ou menos direta com os apóstolos e escreveram para a edificação da Igreja, geralmente entre o primeiro e segundo século. Os mais importantes destes foram, Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Papias e Policarpo.
Apologistas: Foram aqueles que empregaram todas suas habilidades literárias em defesa do Cristianismo perante a perseguição do Estado. Geralmente este grupo se situa no segundo século e os mais proeminentes entre eles foram: Tertuliano, Justino, o mártir, Teófilo, Aristides e outros.
Polemistas: Os pais desse grupo não mediram esforços para defender a fé cristã das falsas doutrinas surgidas fora e dentro da Igreja. Geralmente estão situados no terceiro século. Os mais destacados entre eles foram: Irineu, Tertuliano, Cipriano e Origenes.
Fonte: CACP - João Flavio Martinez.
18.9.07
OS APOLOGISTAS DO SÉCULO II

Segue a lista mais comum dos apologistas do segundo século:
QUADRATO (início do séc. II).
LUGAR DE MINISTÉRIO: Atenas.
ESCRITOS: Apologia (documento-texto perdido, apenas citado por Eusébio).
FATOS NOTÁVEIS:
- Foi bispo de Atenas.
- Sua apologia se dirigia ao imperador Adriano.
- Contrapõe o cristianismo ao judaísmo e ao culto pagão.
ARISTIDES (início do séc. II).
LUGAR DE MINISTÉRIO: Atenas.
ESCRITOS: Apologia (perdido).
FATOS NOTÁVEIS:
- Sua apologia se dirigia ao imperador Adriano.
- Mostra forte influência paulina.
- Posto que a apologia de Quadrato, de que nos fala o historiador Eusébio, parece ter se perdido, a mais antiga apologia que temos é a de Aristides.
JUSTINO, MÁRTIR (100-165).
LUGARES DE MINISTÉRIO: Palestina, Éfeso e Roma.
ESCRITOS:
- Primeira Apologia;
- Segunda Apologia;
- Diálogo com o Judeu Trifon;
- Contra Heresias (perdido);
- Contra Marcião (perdido).
FATOS NOTÁVEIS:
- Estudou filosofia;
- Era professor leigo intinerante;
- Resistiu pessoalmente a Marcião;
- Desenvolveu o conceito teológico do LOGOS SPERMATICO, ou seja: "Jesus dá ao homem a capacidade de aprender a verdade".
- O encontro com o cristianismo não o fez abandonar sua bagagem de filosofo. Ele considerou que no cristianismo tinha encontrado a “Verdadeira Filosofia”. Esta é a tese de suas apologias;
- Defendeu o cristianismo com base na profecia, nos milagres e na ética.
- Foi decapitado em Roma.
TACIANO (110-172).
LUGARES DE MINISTÉRIO: Assíria, Síria e Roma.
ESCRITOS:
- Diatessaron;
- Discurso aos Helenos.
FATOS NOTÁVEIS:
- Discípulo de Justino;
- Defendeu a prioridade temporal do cristianismo sobre as outras religiões;
- Produziu a primeira harmonia dos Evangelhos;
- Caiu posteriormente no gnosticismo;
- Seus seguidores foram chamados de "encratitas".
ATENÁGORAS (séc.II).
LUGAR DE MINISTÉRIO: Atenas.
ESCRITOS: Apologia da Ressurreição dos Mortos.
FATOS NOTÁVEIS:
- Era platonista;
- Escreveu em estilo clássico.
TEÓFILO (181).
LUGAR DE MINISTÉRIO: Antioquia.
ESCRITOS: A Autólico.
FATOS NOTÁVEIS:
- Foi um severo polemista com os filósofos pagãos;
- Foi bispo de Antioquia.
MELITO (190).
LUGAR DE MINISTÉRIO: Sardes.
ESCRITOS: Cerca de 20 obras (todas perdidas).
FATOS NOTÁVEIS:
- Foi bispo de Sardes;
- Apoiou os da teoria dos quartodecimanos.
- Produziu a primeira lista cristã dos livros do Antigo Testamento.
HEGESIPO (séc. II).
LUGARES DE MINISTÉRIO: Síria, Grécia e Roma.
ESCRITOS: Memoriais (perdido).
FATOS NOTÁVEIS:
- Era judeu convertido;
- Coletou informações sobre a história da Igreja Primitiva para comprovar a pureza e a apostoloicidade dessa igreja;
- Culpava o judaísmo por todas as heresias.
NOTA: Todos os documentos-textos que estão citados como "perdidos" devem a comprovação de sua existência através de escritos encontrados que citam tais textos perdidos.
Fonte: História da Igreja em Quadros - Ed Vida.
IMAGEM: Gravura de Justino, Martir.
16.9.07
RESUMO DO PRIMEIRO SÉCULO
Os ensinos de Jesus são coletados e preservados. Os escritos do Novo Testamento são completados.
Uma nova geração de líderes sucede os apóstolos. Apesar disso, a expectativa de que o Senhor voltará a qualquer momento continua em alta. O fim há de estar perto.
O Evangelho é levado à uma grande parte do mundo conhecido do Império Romano; e até para regiões além deste.
Igrejas locais começam a proliferar nas sinagogas judaicas em todas as partes do império. O Cristianismo é visto, em seus princípios, como parte do Judaísmo.
A Igreja passa por uma forte crise para entender-se a si mesma como sendo uma fé universal, e em como relacionar-se com as suas raízes judaicas.
O Cristianismo começa a emergir do seu ventre judaico. Uma transição-chave toma lugar quando da Revolta dos Judeus contra a autoridade romana no ano 70 D.C.. Os cristãos não tomam parte na revolta e mudam-se para Pella, na Jordânia.
No ano 90 os judeus, reunidos em Jamnia, confirmam o cânon das Escrituras Hebraicas. Os mesmos livros são reconhecidos como autoritativos pelos cristãos.
Perseguições testam a Igreja. O historiador judeu Josefo, em sua obra 'Antiguidades', publicada mais tarde nesse século, parece expressar surpresa pelo fato de os cristãos ainda estarem existindo.
Perseguições-chaves incluem Nero em Roma, que acusa os cristãos pelo incêndio devastador que assolou a cidade no ano 64 D.C.. Ele usa cristãos como tochas humanas para iluminar os seus jardins.
O Imperador Domiciano ordena todos a cultuá-lo como "Senhor e Deus". O Livro de Apocalipse é escrito durante o reinado dele, e os crentes, embora pressionados pelo decreto imperial, não traem a fé expressa no livro que proclama Jesus Cristo como o único digno de ser cultuado.
ANO 100 DC: DUAS GERAÇÕES DEPOIS DE CRISTO
Percentagem de cristãos: 0.6%
Raças na Igreja: Outras: 70%; Branca: 30%;
Evangelização: 28% do mundo
Escrituras: 6 idiomas
Total de mártires desde 33 DC: 25.000 (1.2% do todos os cristãos; 370 por ano)
Fonte: David Barrett
15.9.07
LIVROS DE HISTÓRIA RECOMENDADOS

História Eclesiástica - Os primeiros quatro séculos da Igreja Cristã, de Eusébio de Cesaréia. - CPAD.
A História Eclesiástica de Eusébio é uma surpreendente síntese dos três séculos que se seguiram à era apostólica. Procurou o autor, através de copiosa e idônea documentação, reconstituir a história da Igreja desde o ministério terreno de Nosso Senhor Jesus Cristo até ao Concílio de Nicéia em 325 d.C. É o mais importante relato da Igreja Cristã depois de Atos Apóstolos. Sem a História Eclesiástica de Eusébio seria praticamente impossível reconstituir os três primeiros séculos da Igreja Cristã. É um clássico da história da Igreja.

Vivemos numa época em que muitas pessoas menosprezam ou desconsideram as lições da história, quer secular, quer sagrada. No entanto, os que assim procedem estão condenados a repetir os mesmos erros outrora cometidos, vivendo no presente sem a valiosa sabedoria do passado.
História da Igreja em Quadros apresenta fatos significativos do passado em quadros explicativos e cronológicos. Este material será um valioso complemento aos compêndios e às preleções sobre história da igreja, respondendo às clássicas perguntas: Quem? Quê? Quando? Onde? e Como?. Também será de grande valor aos cristãos que desejarem um conhecimento sucinto dos principais dados da história eclesiástica. Eis alguns dos assuntos abordados:
- As maiores controvérsias doutrinárias da Igreja;
- Grupos heréticos e dissidentes da época medieval;
- Debates teológicos do período da Reforma;
- O efeito pêndulo na história da Igreja.

História do Cristianismo, Dos apóstolos do Senhor Jesus ao século XX , de A. Knight e W. Anglin - CPAD.
Cronologia da História Eclesiástica em Gráficos e Mapas, de Terri Willians - Vida Nova.

Uma das principais barreiras nas quais tropeçam muitos dos que começam a estudar a história da igreja é a falta de uma visão panorâmica dos fatos. Há quem não saiba nem sequer se as cruzadas aconteceram antes ou depois da Reforma. À medida que entram pelos caminhos da história eclesiástica, sentem-se como que penetra numa caverna, sem saber o que encontrarão logo adiante. Perdidos em circunstâncias assim, torna-se lhes difícil distinguir entre o que é fundamental e o que é secundário, às vezes gastando horas e mais horas decorando nomes e datas de menor importância.
PAIS APOSTÓLICOS (POLICARPO)

- Foi conhecido do apóstolo João.
- Compilou e preservou as cartas de Inácio.
- Resistiu apologeticamente a Marcião, chamando-o de "primogênito de Satanás".
- Foi martirizado sob o governo de Antonino Pio.
- Ireneu informa que Policarpo escreveu várias cartas. Apenas possuímos a carta aos filipenses. Foi transmitida parcialmente em grego e na totalidade em latim.
- Combate o docetismo em Fil 7,1 (como Inácio já o fizera), de forma particular a Marcião.
Apela à unidade: uma única Igreja de caráter universal (“católica”). - A notícia do seu martírio suscitou uma grande comoção entre os cristãos e originou o escrito “Martírio de Policarpo”.
Sobre sua infância, família e formação, não temos informações precisas, contudo há documentos históricos sobre ele. Graças a alguns testemunhos fidedignos, podemos reconstruir sua personalidade. Foi discípulo do apóstolo João, amigo e mestre de Irineu, tendo ainda conhecido Inácio, sendo consagrado bispo da igreja de Esmirna. Quanto aos seus escritos, o único que restou desse antigo pai da igreja foi a sua epístola aos filipenses, exortando-os a uma vida virtuosa de boas obras e a permanecerem firmes na fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Seu estilo é informal, com muitas citações do Velho e do Novo Testamentos.
Faz, ainda, 34 citações do apóstolo Paulo, evidenciando que conhecia bem a carta desse apóstolo aos filipenses, entre outras epístolas de Paulo. Há, também, os depoimentos de Eusébio e Irineu, relatando a intimidade de Policarpo com testemunhas oculares do evangelho. Segundo Tertuliano, Policarpo teria sido ordenado bispo pelas mãos do próprio apóstolo João.
Em meados do século I tentou fazer um acordo, em Roma, com o papa Aniceto, sobre o dia da celebração litúrgica da festa da Páscoa (primeira controvérsia quartodecimana). O heresiarca Marcião, ao encontrá-lo, perguntou ao santo se o conhecia. Policarpo respondeu: "Sim, eu te conheço. És o primogênito de Satanás". De acordo com o testemunho de Santo Ireneu, Policarpo escreveu várias epístolas a diversas comunidades e a bispos em particular. A única que nos chegou foi a remetida para a igreja de Filipos.
O Martírio de Policarpo é a mais antiga narrativa de um martírio de que se tem notícia. Não se pode duvidar de sua autenticidade. Em um de seus trechos mais belos, o bispo recebe a ordem de amaldiçoar Jesus Cristo. Policarpo responde: "Há oitenta e seis anos que o sirvo; jamais ele me fez mal algum; como poderei eu blasfemar contra meu Rei e Salvador?" Quando as chamas da fogueira milagrosamente se desviavam do seu corpo, teve de ser morto com uma punhalada.
TRECHO DE ESCRITOS ORIGINAIS:
Por causa disso, cinjam suas cinturas, "sirvam o Senhor no temor" e na verdade, como aquele que tem renunciado ao inútil, as conversas vãs e os erros da multidão, e "acreditado nAquele que ressuscitou nosso Senhor Jesus Cristo da morte, e Lhe deu a glória", e um trono a sua direita. Por Ele todas as coisas no Céu e na Terra estão subordinadas. A Ele todo espírito serve. Ele vem como o Juiz dos viventes e dos mortos. Deus pedirá conta do sangue dEle por aqueles que não acreditam nEle. Mas Aquele que ressuscitou dentre os mortos também nos ressuscitará, se fizermos sua vontade e seguirmos seus mandamentos, e se amarmos o que Ele amou, abstendo-nos de toda injustiça, arrogância, amor ao dinheiro, murmurações, falsos testemunhos, "não pagando mal por mal, injúria por injúria", golpe por golpe, maldição por maldição, mas sendo misericordiosos por causa do que o Senhor disse em seus ensinamentos: "Não julguem para não serem julgados; perdoem e serão perdoados; sejam misericordiosos e alcançarão misericórdia; pois com o que medirem vocês serão medidos"; e uma vez mais: "Abençoados são os pobres, e aqueles que são perseguidos por causa da verdade, pois deles é o Reino de Deus". (Epístola aos Filipenses).
Fonte: ICP;
Imagem: Pintura antiga de Policarpo (fonte: Wikpédia).
PAIS APOSTÓLICOS (PAPIAS)

- Era conhecido do apóstolo João.
- Era pré-milenista em sua escatologia.
- Afirmava que o Evangelho de Marcos se baseava nas palavras de Pedro.
- Disse que o Evangelho de Mateus foi escrito primeiro em aramaico.
- Segundo Ireneu escutou a pregação do apóstolo João (Adv. Haer. V,33,4) e foi amigo de Policarpo
- Autor da obra desaparecida na sua quase totalidade: “Exegese dos discursos do Senhor”, composta de cinco livros (conservam-se fragmentos em Ireneu e Eusébio). Obra redigida entre 130 e 140
- Faz referências aos evangelhos de Mateus e Marcos. Não menciona nada sobre os de Lucas e João, nem mesmo sobre as cartas de Paulo
- O testemunho de Eusébio sobre Pápias é pouco favorável (Milenarismo)
Bispo de Hierápolis, redigiu cinco livros relatando ensinamentos e atos de Jesus e dos que o seguiam (cerca de 130).
Eusébio, em sua História Eclesiástica, chama Pápias de espírito mesquinho, por causa de suas inclinações milenaristas. Da obra de Pápias só restam alguns fragmentos, um dos quais fala da origem dos evangelhos de Mateus e Marcos.
TRECHO DE ESCRITOS ORIGINAIS:
Marcos, intérprete de Pedro, fielmente escreveu - embora de forma desordenada - tudo o que recordava sobre as palavras e atos do Senhor. De fato, ele não tinha escutado o Senhor, nem o seguido. Mas, como já dissemos, mais tarde seguiu a Pedro, que o instruía conforme o necessário, mas não compondo um relato ordenado das sentenças do Senhor. Portanto, Marcos em momento algum errou ao escrever as coisas conforme recordava. Sua preocupação era apenas uma: não omitir nada do que havia ouvido, nem falsificar o que transmitia. - (Relato de Papias sobre Marcos).
Fonte: Veritatis Splendor (http://www.veritatis.com.br)/
História da Igreja em Quadros - Ed Vida.
Imagem: Ícone antigo em baixa resolução da Wikpédia.
12.9.07
OS PAIS APOSTÓLICOS (BARNABÉ)
MINISTÉRIO: Alexandria.
ESCRITOS: Epístola de Barnabé.
FATOS MARCANTES:
- Provavelmente era judeu de Alexandria.
- Era familiarizado com os métodos alegóricos de Filo.
Encontrada nos manuscritos no século passado, no Sinaítico, por Tischendorf, em 1859, e no Gerusolemitano, por Bryennios, em 1875, esta carta não nos fornece o nome de seu autor, nem a data e o local de composição.
Foi Clemente de Alexandria quem deu origem à tradição que atribui a autoria desta carta a Barnabé, companheiro e colaborador de São Paulo. Em Stromates 5,63,1-6 e no fragmento Hypotyposes mencionado por Eusébio em História Eclesiástica II,1,4, Clemente diz: “A Tiago, o Justo, a João e a Pedro, o Senhor, após sua ressurreição, transmitiu a gnose, estes a transmitiram aos outros apóstolos e os outros apóstolos aos 70, dos quais um era Barnabé”. A identificação desta carta com o colaborador de São Paulo foi adotada, em seguida, por Orígenes e o argumento aduzido se deve a que a carta fora encontrada entre os escritos do Novo Testamento, nos manuscritos Sinaíticos. Este argumento é responsável, também, pela inclusão da carta entre os livros canônicos, inspirados, por parte de Clemente e Orígenes... Contudo, Eusébio e Jerônimo não aceitam este argumento e excluem a carta dentre os livros inspirados.
O ponto de partida para fixação da data da composição desta obra são os capítulos IV e XVI. (...) A carta teria sido escrita durante o período de reconstrução do templo, se pudermos dizer que 16,4 se refere, conforme querem Harnack e Lietzmann, a este fato. Tudo leva a crer que esta é a hipótese mais provável. De fato, evocando Isaías, o autor diz: "Eis que aqueles que destruíram esse templo, eles mesmos o edificarão". E prossegue: "E o que está se realizando, pois, por causa da guerra deles, o templo foi destruído pelos inimigos. E agora os mesmos servos dos inimigos o reconstruirão". Este "é o que está se realizando" e o "agora" dão a impressão de que o autor está bem informado e é contemporâneo aos acontecimentos. Este escrito estaria datado, portanto, em torno dos anos 134-135.
TRECHO DOS ESCRITOS ORIGINAIS:
Como os dias são maus e é aquele que exerce o poder, devemos, para o nosso próprio bem, procurar as decisões do Senhor. Os auxiliares da nossa fé são o temor e a perseverança, e nossos companheiros de luta são a paciência e o autocontrole. Se essas virtudes permanecem puras diante do Senhor, a sabedoria, a inteligência, a ciência e o conhecimento virão regozijar-se com elas. (Introdução do cap. II).
Fonte: Ictis.
Patrologia ou Patrística (Os Pais da Igreja)
Patrologia trata necessariamente de um ramo da teologia, cujo núcleo essencial são dos Padres da Igreja e seus escritos no sentido eclesial, assim é a ciência que trata a literatura cristã antiga em todos os seus aspectos e com todos os métodos apropriados.
O termo técnico Patrística aplica-se à era dos Padres da Igreja, sua época e suas obras. Patrística é a publicação das obras dos santos Padres; a patrologia faz um estudo destas obras, a fim de identificar e meditar sobre a doutrina pregada e crida na Igreja primitiva.
O título cristão de "pai-padre" aplica-se aos homens que foram considerados pais espirituais dos cristãos. Foram homens que ouviram a pregação dos Apóstolos, foram seus discípulos, por eles instituídos Bispos da Igreja e guardavam de cabeça a doutrina apostólica. Após a morte dos santos apóstolos, eram considerados a única referência segura quanto à sã doutrina, tornando-se os novos Pais espirituais dos cristãos, não só pela pregação mas também porque através do batismo inseriam as pessoas na Igreja.
A Igreja antiga apartir do séc. IV restringiu o título de "Pai" somente aos bispos. No séc. V foi estendido também aos presbíteros (ex: são Jerônimo) e aos diáconos (ex: são Efrém, o Sírio). Até hoje em algumas línguas ainda se conserva o título de "pai-padre" para designar o sacerdote.
O título de "pai da Igreja" apresenta toda a rica figura paterna: o bispo como autêntico transmissor da sã doutrina, aquele que vela pela sucessão ininterrupta da fé desde os apóstolos bem como pela continuidade e unidade da fé na comunhão da Santa Igreja. A autoridade do pai da Igreja não torna individualmente inerrante em todos os pormenores - devendo ser fiel à Sagrada Escritura. (...)
A partir do séc. IV, os bispos que se destacaram particularmente na transmissão, na exposição e defesa da sã doutrina (ex.: os padres do concílio de Nicéia, 325 d.C.) receberam o título de "Padres da Igreja" ou "Santos Padres". A fé transmitida pelos santos padres gozava de imensa credibilidade e foi base para a teologia da Igreja.
Fonte: Texto baseado num artigo de Alessandro R. Lima sobre A Doutrina dos Santos Padres da Igreja.
OS PAIS APOSTÓLICOS (HERMAS)

- Contemporâneo de Clemente.
- Escreveu sobre visões e parábolas.
- Talvez tenha sido escravo.
- Provavelmente era judeu.
Autor de "O Pastor", um livro escrito entre 88 e 97 d.C. em Patmos, perto de Éfeso. Padre da Igreja. Tal como o "Evangelho de Barnabé", este seu livro defendia, a nível formal, isto é, de linguagem - numa altura em que o aparato terminológico à disposição dos primeiros escritores cristãos era ainda insuficiente para expressar condignamente o Deus revelado por e em Jesus Cristo - a Unidade Divina, defendendo que o cristianismo era indubitavelmente uma religião monoteísta.
Segundo parece, Hermas escreveu "O Pastor", por volta da mesma ocasião em que João Evangelista estava a redigir seu evangelho, embora alguns historiadores defendam que este tenha sido escrito posteriormente. No entanto não há opiniões divergentes no que diz respeito ao fato de Hermas não ter conhecido nenhum dos quatro Evangelhos incluídos no Novo Testamento. Alguns acreditam que Hermas se inspirou no "Evangelho segundo os Hebreus".
O Pastor" foi aceito e profusamente usado pelos seguidores iniciais de Jesus, que consideravam Hermas como um profeta. Perto do final do século II d.C. ele era mesmo aceito como parte do Novo Testamento por Clemente de Alexandria; Orígenes também o aceitou como um livro sagrado e por isso foi incluído no fim do "Codex Sinaiticus", em uso nos meados do século IV d.C. Tertuliano aceitou-o no início, mas depois veio a repudia-lo quando se tornou Montanista.
Esta obra foi escrita em meados do segundo século por Hermas, entre 142 e 155 d.C.
Foi um dos escritos mais considerados da antiguidade cristã; por muito tempo, tida como inspirada, inclusive alguns a colocavam no Cânon do NT. As frequentes referências que se encontram dela em várias obras do período patrístico, demonstram a alta estima em que era tida. A obra era muito usada no cristianismo primitivo para instruir aqueles que acabavam de entrar na Igreja e queriam ser instruídos na piedade, como podemos comprovar no início do século IV no testemunho de Eusébio (HE, III,3:6).
Após larga difusão, especialmente, no Oriente, nas Igrejas gregas, inspirado para uns, apenas útil para todos e até mesmo recusado por outros, o Pastor foi, definitivamente, colocado entre os apócrifos após o Concílio Ecumênico de Hipona em 393, onde a Igreja definiu o catálogo bíblico.
Trata-se de uma obra longa, com 114 capítulos dispostos em 3 partes: 5 visões, 12 mandamentos e 10 Parábolas.
A preocupação central de Hermas não é doutrinário-dogmática, mas moral. Seu argumento principal é a necessidade de penitência indo ao encontro da misericórida divina. O leitor notará que o conceito de penitência, isto é, meios de santificação do homem, corresponde aos Sacramentos da Igreja. A Eclesiologia em Hermas, domina a idéia de que a Igreja é uma instituição necessária para a salvação. Quanto a Cristo, Hermas não emprega nenhuma vez, ao longo de sua obra, os termos Jesus Cristo, ou Logos. Chama-o de Salvador, Filho de Deus e Senhor. A Cristologia de Hermas suscitou dificuldades, pois segundo sua obra, há duas pessoas em Deus: Deus Pai e Deus-Espírito-Filho.
TRECHO DOS ESCRITOS ORIGINAIS:
Depois de quinze dias de jejum e muitas orações ao Senhor, foi-me revelado o sentido do texto. Estava escrito o seguinte: Hermas, teus filhos se revoltaram contra Deus, blasfemaram o Senhor, traíram seus pais com muita maldade e tiveram de ouvir o nome de traidores de seus pais. Sua traição de nada lhes aproveitou e ainda continuaram acrescentando aos seus pecados a impureza e as contaminações da maldade e, desse modo, suas iniqüidades chegaram ao máximo. Transmite essas palavras a todos os teus filhos e à tua esposa, que doravante deve ser como tua irmã. Ela não domina a língua com a qual pratica o mal, porém, ouvindo essas palavras ela a dominará e alcançará misericórdia. Depois que tiveres dado a conhecer essas palavras que o Senhor me ordenou revelar-te, todos os pecados passados serão perdoados a eles, bem como a todos os santos que pecaram até hoje, se fizerem penitência de todo o coração e se afastarem de seus corações as dúvidas. O Senhor jurou por sua glória e respeito de seus eleitos: se depois deste dia, fixado como limite, ainda se cometer um só pecado, eles não obterão a salvação, pois a penitência para os justos tem limite. Terminaram os dias de penitência para todos os santos. Contudo para os pagãos, a penitência pode ser feita até o último dia. Dize, portanto, aos chefes da Igreja que endireitem seus caminhos na justiça, a fim de receberem plenamente, com grande glória, o que lhes foi prometido. Perseverai portanto, vós que praticais a justiça, e não duvideis, para que o vosso caminho esteja com os santos anjos. Felizes sois vós que suportais a grande tribulação que se aproxima, e todos os que não renegarem a sua própria vida. Porque o Senhor jurou por seu Filho: aqueles que renegarem o seu Senhor, perderão sua própria vida, como também aqueles que estão dispostos a renegá-lo nos dias futuros. Quanto àqueles que o renegaram antes, o Senhor, em sua grande misericórdia, tornou-se propício para eles. (Cap 6 - Segunda Visão).
Fonte:
Wikipédia
Presbíteros.com
Imagem: Ícone antigo das visões das narrativas do Pastor de Hermas.
11.9.07
OS PAIS APOSTÓLICOS (INÁCIO)

- Aos Efésios
- Aos Magnésios
- Aos Trálios
- Aos Romanos
- Aos de Filadélfia
- Aos de Esmirnia
- A Policarpo
FATOS MARCANTES:
- Suas cartas foram escritas a caminho do martírio em Roma - destino que enfrentou com coragem e alegria de um verdadeiro mártir.
- Foi o primeiro a fazer distinção entre bispos e anciãos.
- Opôs-se às heresias gnósticas.
- Martirizado no governo de Trajano.

Conforme seu nome sugere, Inácio era um homem nascido do fogo, ardente, apaixonado por Cristo. Segundo Eusébio, após a morte de Evódio, que teria sido o primeiro bispo de Antioquia, Inácio fora nomeado o segundo bispo dessa influente cidade.
Inácio escreveu algumas epístolas às comunidades cristãs asiáticas: à igreja de Éfeso, às igrejas de Magnésia, situada no Meander, à igreja de Trales, às igrejas de Filadélfia e Esmirna e, por fim, à igreja de Roma. O objetivo da carta a Roma era solicitar que os irmãos não impedissem seu martírio, o que aconteceria durante o reinado de Trajano (98-117).
História da Igreja em Quadros - Ed. vida.
Imagem: Ilustração Católica Romana antiga de Inácio de Antioquia & ilustr. do seu martírio.
OS PAIS APOSTÓLICOS (CLEMENTE)

- Considerado pela ICR o quarto papa.
- Possível menção a ele em Filipenses 4.3.
- Martirizado sob o governo de Domiciano.
- Sua carta ressalta a sucessão apostólica.
Antigos Símbolos do Cristianismo


ÂNCORA - Símbolo de Fé e Segurança da Salvação.
CRUZ - Morte de Cristo.
VIDEIRA - União de Cristo com Seu povo.
ALGUNS LUGARES DAS MISSÕES PAULINAS
